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Cadê o CP? Gestão Pública



O NONO depoimento do nosso Tópico Temático Mensal Cadê o CP? 🔍

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Gestão Publica, UFMG - ADEMIR SOUZA

Não estou aqui para contar uma história de sucesso, muito longe disso. Estou aqui somente para mostrar minimamente aos estudantes do Campo de Públicas, que podem ter seu espaço na administração pública. As formações em gestão pública e cursos similares da área são essenciais para o fortalecimento do Estado e da profissionalização da administração pública.

Tenho em minha mente que a fase mais difícil da escola é o adeus. A insegurança de perder a rotina com todos meus amigos e professores, que me acompanharam na longa caminhada de uma formação humana e intelectual. Ao final do ensino médio, a maior preocupação era o caminho que cada um de nós seguiria do ano de 2012 para frente. Inclusive, entendo que aos 18 anos, pouquíssimos jovens tem a certeza do caminho que querem seguir dali para frente. A dificuldade de escolher uma profissão era acentuada pela meritocracia, que estava posta de todos os lados. São duas variáveis meritocráticas importantes nesta fase da vida: a necessidade de tirar notas aceitáveis no vestibular ou ENEM para comprovação pessoal e social do sucesso alcançado e a obrigação de escolher entre cursos de notório respeito entre a sociedade – medicina, engenharia ou direito.

Resolvi fugir do protocolo e arcar com o risco social imposto de fracasso pessoal e financeiro. Sempre fui interessado em Política e tudo mais que vinha relacionado a isso: políticas públicas, aplicação de recursos e governos. Somado a isso, a esperança de acreditar que determinados problemas sociais seriam superados somente com um Estado de bem-estar social. Por isso, naquele momento de escolha, lendo um pouco sobre os cursos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), me interessei em “Gestão Pública”. A desconfiança de uma profissão pouco conhecida entre meus pares era evidente, mas cessou no momento que pesquisei a grade curricular. Era aquilo mesmo, inclusive apoiado pela família. O ENEM passou junto com a prova de segunda etapa de vestibular da UFMG. Finalmente, eu estava lá dentro.

Durante o curso, a grade curricular me preparou para os caminhos que eu queria seguir. Fora da sala de aula tive a oportunidade de participar de pesquisas relacionadas a federalismo e políticas sociais, especialmente sobre assistência social. Também me envolver no movimento estudantil, por meio do Centro Acadêmico de Gestão Pública (CAGP), do Diretório Central dos Estudantes da UFMG (DCE-UFMG) e da Liga das Atléticas da UFMG.

No meu 5º período e terceiro ano de faculdade, iniciei um estágio profissional na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG), mais especificamente no Núcleo Central de Inovação de Modernização Institucional. Era a oportunidade de trabalhar com temas de desenvolvimento da gestão municipal, relacionados ao federalismo que sempre me interessei. Com isso, diversos projetos foram desenvolvidos para apoio a gestão municipal, em parceria com a Secretaria de Estado de Governo (SEGOV) – por competência, a verdadeira “dona” da pauta dentro do Estado.

Depois de um ano de estágio e poucos meses de estágio, com todo conhecimento adquirido com professores e companheiros de trabalho, fui convidado para assumir a recém-vaga Diretoria de Apoio a Gestão Municipal na SEGOV. Vinculada a Subsecretaria de Assuntos Municipais e a Superintendência de Apoio Institucional aos Municípios, a Diretoria tem por competência, além de promover capacitações através de demandas municipais, fomentar a utilização de mecanismos e instâncias democráticas de diálogo e atuação conjunta entre a administração pública e a sociedade civil, tendo em vista promover a identidade territorial e ampliar a colaboração entre os entes federados, na execução das políticas públicas municipais de desenvolvimento.

Acredito que os governos, geralmente, entendem o fortalecimento da gestão pública municipal como capacitações em determinados temas que estão em voga ou sempre são gargalos durante o tempo. Promover a aptidão nos municípios é essencial e não deve ser deixada de lado. No entanto, é preciso inovar em novos processos de recrutamento de servidores públicos, e existe uma mão de obra qualificada para cumprir os papeis estratégicos nas prefeituras e superar as dificuldades impostas ao governo local.

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